Mostrar mensagens com a etiqueta William Shakespeare. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta William Shakespeare. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Cantinho do Poeta



No cantinho desta semana queria colocar um poema de um dos maiores escritores/poetas da literatura inglesa/mundial de que gosto muito. Como não encontrei uma tradução que me satisfaça totalmente, deixo-vos uma das traduções e o original.








Soneto 35
(tradução de Arnaldo Poesia)


Não chores mais o erro cometido;
Na fonte, há lodo; a rosa tem espinho;
O sol no eclipse é sol obscurecido;
Na flor também o inseto faz seu ninho;
Erram todos, eu mesmo errei já tanto,
Que te sobram razões de compensar
Com essas faltas minhas tudo quanto
Não terás tu somente a resgatar;
Os sentidos traíram-te, e meu senso
De parte adversa é mais teu defensor,
Se contra mim te recuso, e me convenço
Na batalha do ódio com o amor:
Vítima e cúmplice do criminoso,
Dou-me ao ladrão amado e amoroso.



Sonnet 35
(original)


No more be grieved at that which thou hast done:
Roses have thorns, and silver fountains mud:
Clouds and eclipses stain both moon and sun,
And loathsome canker lives in sweetest bud.
All men make faults, and even I in this,
Authorizing thy trespass with compare,
Myself corrupting, salving thy amiss,
Excusing thy sins more than thy sins are;
For to thy sensual fault I bring in sense,
Thy adverse party is thy advocate,
And 'gainst myself a lawful plea commence:
Such civil war is in my love and hate,
That I an accessory needs must be,
To that sweet thief which sourly robs from me.

William Shakespeare


domingo, 3 de fevereiro de 2013

Conexão - Romeu e Julieta - A Paixão de Shakespeare

Esta é uma nova rubrica que tive vontade de acrescentar ao blogue. O que me proponho a fazer é sempre que termine a leitura de um livro divulgar / opinar sobre algo relacionado com o livro prefencialmente noutro campo que não a literatura. Sempre que os livros em questão tiverem adaptações ao cinema será essa a escolha, mas também poderão ser musicas, documentários, fotografias, pinturas, enfim o que me vier à ideia na altura.

E para começar nada melhor que um livro do qual já foram feitas inúmeras adaptações ao cinema, estando inclusive uma nova adaptação em pós-produção, com estreia prevista para Outubro deste ano. Assim no caso deste livro o difícil foi escolher, mas optei por:


Titulo: A Paixão de Shakespeare
Titulo Original: Shakespeare in Love
Ano: 1998
Realizador: John Madden
Elenco: Joseph Fiennes, Gwyneth Paltrow, Geoffrey Rush, Colin Firth, Ben Affleck e Judi Dench.

Na Londres de finais do século XVI, o irreverente dramaturgo William Shakespeare procura inspiração para quebrar o bloqueio na escrita da sua nova peça “Romeu e Ethel, a Filha do Pirata”. Uma das suas maiores fãs é Viola de Lesseps, uma bela jovem aristocrata que sonha em tornar-se actriz. Como as mulheres não estão autorizadas a actuar em palco, Viola decide vestir-se de homem e assumir a identidade de Master Thomas Kent durante as audições. Mas Shakespeare descobre a sua verdadeira identidade e declara-lhe o seu amor. O romance secreto torna-se agora a inspiração para a peça, entretanto chamada “Romeu e Julieta”. Contudo, há dois segredos que Shakespeare terá de desvendar em relação ao seu novo amor...

Mesmo tendo ganho 7 Óscares, incluindo o de Melhor Filme, este é um filme que não caiu nas boas graças da crítica. Eu pelo contrário, gosto muito desta versão fantasiada da vida de Shakespeare. Acho a ideia de adaptar um livro ao cinema fantasiando a partir daí o que poderia ter sido a vida do autor muito criativa e no caso deste filme muito bem conseguida.

Repito aqui, o que já tinha dito na opinião que escrevi sobre o livro, que não sou uma criatura particularmente romântica, o que não me impede de gostar de uma boa história de amor, com ou sem final feliz, desde que credível, com emoção e personagens empáticas. Este filme para mim tem tudo isso, pelo que recomendo que seja visto em conjunto com a leitura do livro.

Citação:

Philip Henslowe: Mr. Fennyman, allow me to explain about the theatre business. The natural condition is one of insurmountable obstacles on the road to imminent disaster.
Hugh Fennyman: So what do we do?
Philip Henslowe: Nothing. Strangely enough, it all turns out well.
Hugh Fennyman: How?
Philip Henslowe: I don't know. It's a mystery.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Opinião – Romeu e Julieta

William Shakespeare


Titulo: Romeu e Julieta
Autor: William Shakespeare

Titulo Original: Romeo and Juliet
Ano de Publicação Original: 1597

Editora: Revista Visão
Ano: 2000
Tradução: Maria José Martins
Páginas: 92
ISBN: 9726116082

Sinopse: A obra de William Shakespeare perdurou ao longo dos séculos como referência inigualável da literatura dramática universal. Com Romeu e Julieta, o autor criou um dos mitos da nossa civilização, através de um enredo habilmente construído, em que o amor e a morte se encadeiam numa sucessão emocionante de encontros e desencontros, ódios e amizades, esperanças e desesperos. Na verdade, a paixão dos dois jovens, pertencentes às famílias rivais dos Capuletos e dos Montecchios, acaba por ter um destino trágico e redentor, que marca uma das mais belas histórias de amor.

Opinião: Depois de ter lido 4 livros recentes, tive vontade de pegar num clássico, uma obra bem antiga. E o mais antigo que tinha cá por casa por ler era este Romeu e Julieta publicado pela primeira vez em 1597.

Este livro faz parte da coleção Novis, que saiu no ano 2000 com a revista Visão. Na altura comprei quase todos os volumes mas a verdade é que ainda tenho alguns por ler.

Foi sem expectativas que peguei neste livro, quanto mais não seja porque não há quem não conheça a história pelo menos em linhas gerais. Descobri no entanto que desconhecia alguns detalhes que fazem toda a diferença, assim como desconhecia o facto de o enredo não ser originalmente de Shakespeare mas baseado num conto italiano, publicado em versos como The Tragical History of Romeus and Juliet por Arthur Brooke em 1562, e em prosa como Palace of Pleasure por William Painter em 1582. Shakespeare baseou-se em ambos, mas reforçou a ação com personagens secundários, especialmente Mercúrio e Páris, a fim de expandir o enredo.

Quanto a esta obra em si não posso deixar de elogiar a magnifica escrita de Shakespeare, elaborada e poética e algumas personagens memoráveis como Frei Lourenço e Mercúrio, embora por motivos opostos. Frei Lourenço personifica a sensatez, a maturidade, e Mercúrio o arrebatamento e o sarcasmo.

Tendo lido recentemente Gil Vicente (A Farsa de Inês Pereira) não posso deixar de fazer uma pequena comparação. A linguagem de Gil Vicente, talvez pelo facto de não estar sujeita a uma tradução é muito mais complicada de acompanhar, no entanto li a Farsa de Inês Pereira muito mais rapidamente e passo a explicar o motivo. Sendo Romeu e Julieta o expoente máximo do romantismo, e eu uma criatura pouco romântica tenho de confessar que a parte inicial de tão "melosa" por vezes aborreceu-me e teve um efeito soporífero :) Mas a parte final e as personagens que citei acima compensam. Gostei mais da parte trágica da história do que do romantismo exacerbado de Romeu, que mesmo tendo em conta a idade e os séculos que nos separam pareceu-me sempre pouco credível.

No geral recomendo, vale a pena ler principalmente para ficar a conhecer os detalhes de uma história tão familiar a quase todos nós.


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Recomendo

2666 - www.wook.pt

1Q84 - www.wook.pt

Wolf Hall - www.wook.pt

Na whislist


O Revisor - www.wook.pt

A Escriba - www.wook.pt