Época de Natal, época de promoções, época de perdições :) Pois esta semana chegou o resultado do meu "perder a cabeça" com 2 promoções: a da Editorial Presença e a da Fnac. A primeira oferecia descontos até 50% + um livro grátis, a segunda na compra de 4 livros só pagávamos 2. Eis o resultado:
O Menino de Cabul
Khaled Hosseini
Os Idealistas
Zoë Heller
Um Mundo Sem Fim Vol 1
Ken Follett
Mundo Sem Fim Vol 2
Ken Follett
No Canto Mais Escuro
Elizabeth Haynes
Uma Vida em Mil Pedaços
James Frey
(Os primeiros vieram com 50% de desconto, este ultimo foi a oferta que escolhi.)
O Livro Negro
Hilary Mantel
O Jogo do Mundo - Rayuela
Julio Cortázar
A Bofetada
Christos Tsiolkas
Em Parte Incerta
Gillian Flynn
(Estes 4 foram a minha escolha Fnac, 2 deles a preço zero. Foi um absurdo, mas foi a minha prenda de Natal para mim :)
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domingo, 8 de dezembro de 2013
Aquisições - Semana 49
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sábado, 15 de junho de 2013
Sugestão de Leitura - O Livro Negro de Hilary Mantel
Titulo: O Livro Negro
Autor: Hilary Mantel
Titulo Original: Bring Up the Bodies
Ano da edição original: 2012
Editora: Civilização Editora
Lançamento: 14 de Junho de 2013
Páginas: 440
ISBN: 9789722635943
Sinopse: Com esta vitória histórica de O Livro Negro, Hilary Mantel torna-se o primeiro autor britânico e a primeira mulher a receber dois prémios Booker, além de ser o primeiro autor a consegui-lo com dois romances consecutivos. Continuando o que começou com o premiado Wolf Hall, regressamos à corte de Henrique VIII para testemunhar a ascensão de Thomas Cromwell enquanto planeia a destruição de Ana Bolena.
Em 1535 Thomas Cromwell é Primeiro-ministro de Henrique VIII, e o seu sucesso ascendeu a par do de Ana Bolena. Mas a cisão com a Igreja Católica deixou a Inglaterra perigosamente isolada e Ana não deu um herdeiro ao rei. Cromwell vê o rei apaixonar-se pela discreta Jane Seymour. A gerir a política da corte, Cromwell tem de encontrar uma solução que satisfaça Henrique VIII, salvaguarde a nação e assegure a sua própria carreira. Mas nem ele nem o próprio rei sairão ilesos dos trágicos últimos dias de Ana Bolena.
Um incrível feito literário, O Livro Negro é o relato deste terrível acontecimento da História, por uma das melhores romancistas da atualidade.
Criticas:
Daily Mail - «O Livro Negro é simplesmente excecional… Invejo quem ainda não o tiver lido.»
Independent on Sunday - «Uma história apaixonante de fúria e terror em catadupa»
Sunday Telegraph - «De outro campeonato. Esta saga do braço direito de Henrique VIII é a melhor ficção histórica que alguma vez li. Um feito magnífico.»
Daily Express - «Excelente romance – um digno seguidor de Wolf Hall […]. Apresse-se com o terceiro romance, Hilary»
Motivo da Escolha: Mesmo tendo o primeiro romance desta série ainda por ler, esta foi uma escolha sem qualquer hesitação. Para além de todos os prémios ganhos pela autora com esta série, do facto de gostar imenso de romances históricos, e de todas as recomendações de pessoas em cujos gostos confio, quero mesmo muito ler esta série. Por isso Wolf Hall sobe uns lugares na minha pilha de livros por ler, e este Livro Negro passa direto à minha wishlist...
sábado, 2 de março de 2013
Autor em destaque - Hilary Mantel
Para o primeiro autor em destaque do mês de Março escolhi uma autora que por agora tem apenas um livro editado em Portugal. Ainda não li o referido livro pelo que não foi isso que motivou a escolha e sim a minha curiosidade em saber um pouco mais desta autora tão premiada em 2012. Por isso aqui fica o que apurei...
Hilary Mantel
Hilary Mantel
Nome
Completo: Hilary Mary Thompson Mantel
Data de Nascimento: 6 de Julho de 1952
Local de Nascimento: Glossop, Derbyshire, Inglaterra
Prémios
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Ano
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Prémio
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Livro
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1987
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Shiva Naipaul
Memorial Prize
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1990
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Winifred Holtby
Memorial Prize
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Fludd
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1990
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Southern Arts
Literature Prize
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Fludd
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1990
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Cheltenham Prize
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Fludd
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1992
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Sunday Express Book
of the Year
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A Place of Greater
Safety
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1996
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Hawthornden Prize
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An Experiment in
Love
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2003
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MIND Book of the
Year
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Giving Up the Ghost
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2009
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Booker Prize
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Wolf Hall
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2009
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National Book
Critics Circle Award
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Wolf Hall
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2010
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Walter Scott Prize
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Wolf Hall
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2010
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Specsavers National
Book Awards "UK Author of the Year"
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Wolf Hall
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2012
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Booker Prize
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Bring Up the Bodies
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2012
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Costa Book of the
Year
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Bring Up the Bodies
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2012
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Specsavers National
Book Awards "UK Author of the Year"
|
Bring Up the Bodies
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2012
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Costa Book Awards
(Novel)
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Bring Up the Bodies
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Livros
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Ano
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Titulo Original
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Titulo Português
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Género/Série
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Editora
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Ano
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1985
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Every Day is Mother's Day
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Romance
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1986
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Vacant Possession
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Romance
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1988
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Eight Months on Ghazzah Street
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Romance
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1989
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Fludd
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Romance
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1992
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A Place of Greater Safety
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Romance
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1994
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A Change of Climate
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Romance
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1995
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An Experiment in Love
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Romance
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1998
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The Giant, O'Brien
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Romance
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2003
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Learning to Talk
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Contos
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2003
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Giving Up the Ghost
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Memórias
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2005
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Beyond Black
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Romance
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2009
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Wolf Hall
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Wolf Hall
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Romance
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Civilização Editora
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2010
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2012
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Bring Up the Bodies
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Romance
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A concluir
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The Mirror and the Light
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Romance
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Biografia
Nasce em 1952 em Glossop, Derbyshire, filha de Margaret e Henry
Thompson, ambos de ascendência irlandesa, sendo a mais velha de 3 irmãos.
Frequentou a escola primária de St Charles.
Os pais separaram-se quando Hilary tinha 11 anos e não voltou a ver o
pai desde essa altura.
Mais tarde a família muda-se para Romiley, Cheshire, juntamente com
Jack Mantel, que passara a ser seu padrasto e de quem Hilary adota o sobrenome.
Em 1970 entra para a London School of Economics, e mais tarde pede
transferência para a University of Sheffield onde se forma em Jurisprudência em
1973.
Durante os seus anos de faculdade foi Socialista.
Em 1972 casa com Gerald McEwen, um geólogo.
Depois da universidade, trabalhou no departamento de serviço social de
um hospital geriátrico, e depois como assistente de vendas numa loja.
Em 1977 vai morar no Botswana com o marido, mudando-se depois para Jeddah
na Arábia Saudita onde passaram quatro anos.
Quando volta a Inglaterra torna-se crítica de cinema do jornal The
Spectator e revisora de alguns jornais e revistas da Grã-Bretanha e Estados
Unidos.
O seu primeiro livro, Every Day is Mother's Day, é publicado em 1985.
Continua a escrever opiniões e ensaios, para jornais e revistas como o
The Guardian, a London Review of Books e a The New York Review of Books.
Curiosidades
Hilary diz que perdeu a fé religiosa aos 12 anos e que este facto lhe
deixou grandes marcas.
O seu marido Gerald McEwen desistiu da geologia para gerir os negócios
de Hilary.
Aos vinte anos, Hilary sofria de uma doença debilitante e dolorosa que
foi inicialmente diagnosticada com uma doença psiquiátrica, pelo que foi internada
e tratada com medicamentos antipsicóticos. Estas drogas produziram,
paradoxalmente, sintomas psicóticos, e, como consequência, Hilary absteve-se de
procurar ajuda de médicos por alguns anos. Finalmente, no Botswana e já desesperada,
consultou um livro de medicina e percebeu que provavelmente sofria de uma forma
grave de endometriose, diagnóstico que foi mais tarde confirmado por médicos em
Londres. A sua condição e a cirurgia que necessitou fazer deixaram-na sem
capacidade para ter filhos. O tratamento por esteroides fez com ganhasse muito
peso e mudou radicalmente sua aparência.
Fontes: Wikipédia
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
Costa Book of the Year - Hilary Mantel
A escritora inglesa, que para muitos reinventou o romance histórico com o humor negro que todos lhe reconhecem, ganhou terça-feira, por unanimidade, o mais importante dos prémios da galáxia Costa, batendo os outros quatro concorrentes.
O romance que lhe valeu agora 30 mil libras (35 mil euros), o mesmo com que ganhou o seu segundo Man Booker no ano passado, é o segundo de uma trilogia que tem por pólo de atracção Thomas Cromwell, o filho de um ferreiro que ascendeu à condição de duque de Essex, tornou-se o braço direito de Henrique VIII e acabou no cadafalso.
A trilogia de Mantel, que neste segundo livro se centra, sobretudo, na figura de Ana Bolena, uma das muitas mulheres do rei de Inglaterra, e na sua família, foi já muito premiada. O livro que a abre, Wolf Hall (ed. Civilização), garantiu à autora o seu primeiro Man Booker. A sequela deu-lhe o segundo (foi a primeira mulher a receber esta distinção duas vezes), mais um Costa. O último, que vai chamar-se The Mirror & the Light e cuja publicação no Reino Unido está prometida para o próximo ano, gera, como seria de esperar, muitas expectativas.
Respondendo aos que a criticam por ganhar prémios de mais e abafar outros escritores talentosos, Mantel disse ao receber o prémio que não tenciona pedir desculpa. “Obrigada aos jurados por não terem deixado que ninguém lhes dissesse como deviam fazer o seu trabalho.” Em palco, e segundo a BBC, a escritora acrescentou ainda: "Não estou arrependida, estou feliz e farei questão de tentar escrever mais livros que mereçam mais prémios."
O júri dos prémios Costa, que anualmente distinguem livros de autores a viver no Reino Unido e na Irlanda, em cinco categorias (poesia, literatura infantil, biografia, romance e primeiro romance), precisou de uma hora para deliberar.
Aos jornalistas, a presidente do júri, Jenni Murray, revelou que chegou a ser tido em consideração que Bring Up the Bodies tinha já recebido o Man Booker, mas isso acabou por não pesar na hora de escolher o livro do ano. “Não podíamos permitir que o número de vezes que já foi premiado afectasse a nossa decisão”, disse Murray, elogiando a escrita de Mantel: “A sua prosa é tão poética, tão bela, tão inserida no tempo a que se refere que sabemos exactamente onde estamos e com quem estamos. Mas é também incrivelmente moderna. Moderna na sua análise da política. Todos sentimos que havia coisas [no romance] que tinham ficado na nossa cabeça e nas quais vamos pensar durante muito tempo.”
Na corrida ao livro do ano dos prémios Costa, Mantel deixou para trás James Meek, Stephen May e Joff Winterhart.
“Já escrevia há muitos anos e, ou não era sequer referida nos prémios, ou era uma eterna candidata”, disse Mantel, citada pelo diário britânico The Independent. “As coisas mudaram muito. Sinto que a minha sorte mudou, mas isso não é verdade. O que mudou foi aquilo em que estou a trabalhar” – a trilogia à volta de Thomas Cromwell, ministro de Henrique VIII quando o monarca decide romper relações com Roma para poder casar com Ana Bolena.
Apesar de estar já a escrever o último livro, Mantel garante que ainda não se cansou do protagonista: “Devia ter percebido que Thomas Cromwell era maior do que eu. É como se tivesse renascido com vontade de conquistar.”
Pela primeira vez na história dos prémios Costa, que começa em 1971 com os Whitbread Literary Awards, os vencedores nas cinco categorias são mulheres: o prémio para a biografia foi atribuído a um romance gráfico, Dotter of Her Father’s Eyes, escrito por Mary Talbot e com ilustrações do seu marido, Bryan; o romance de estreia distinguido pertence a Francesca Segal (The Innocents); Sally Gardner ganhou na literatura para crianças com Maggot Moon; e Kathleen Jamie na poesia com The Overhaul (cinco mil libras para cada).
Bring Up the Bodies vai ser publicado em Portugal pela Civilização esta Primavera.
Fonte: Público
sábado, 5 de janeiro de 2013
Costa Book Award - Hilary Mantel
A escritora britânica Hilary Mantel venceu o prémio literário Costa Book Award, com o romance "Bring up the bodies", num ano em que as mulheres foram distinguidas em todas as categorias, anunciou a organização.
Com aquele romance, continuação de "Wolf Hall", que será editado este ano em Portugal pela Civilização, Hilary Mantel já tinha conquistado em 2012 o Booker Prize e o National Book Award.Pela primeira vez na história dos prémios britânicos Costa, todas as cinco categorias - romance, romance de estreia, biografia, poesia e literatura para crianças - foram conquistadas por mulheres.
O prémio de melhor biografia foi atribuído pela primeira vez a uma novela gráfica, a "Dotter of her father's eyes", de Mary Talbot, com desenho do marido, o autor de BD Bryan Talbot.
"Maggot Moon", escrito e ilustrado por Sally Gardner, venceu o Costa Award de melhor livro para a infância.
A poetisa escocesa Kathleen Jamie venceu na categoria de poesia, com "The Overhaul", enquanto a autora e jornalista Francesca Segal venceu no romance de estreia com "The Innocents".
Estas cinco premiadas, que recebem individualmente cerca de seis mil euros, integram agora a lista de finalistas do prémio Costa Livro do Ano, cuja vencedora será conhecida no próximo dia 29, em Londres.
O Costa Book Award, anteriormente denominado Whitbread Book Award, foi criado em 1971 para premiar obras de autores do Reino Unido e da Irlanda.
Fonte: Díário de Noticias
sábado, 20 de outubro de 2012
Man Booker Prize - Hilary Mantel
A escritora britânica Hilary Mantel recebeu hoje o Man Booker Prize, com Bring Up the Bodies, o segundo tomo de uma ambiciosa trilogia sobre o chanceler de Henry VIII, Thomas Cromwel. A atribuição do galardão, que se destina a premiar uma obra publicada originalmente em língua inglesa por autores do Reino Unido e da Commonwealth, fez história. O primeiro volume, Wolf Hall, tinha recebido precisamente o Booker há três anos.
Mantel é a primeira mulher e o primeiro autor britânico a receber o prémio duas vezes e é também a primeira vez que uma sequela é premiada. O Man Booker prize tem um valor pecuniário de cerca de 60 mil euros.
Peter Stothard, editor do Times Literary Suplement, e presidente do maior prémio literário em língua inglesa, disse que Mantel é «o maior escritor inglês de prosa vivo». Stothard acrescentou que um dos objectivos do Booker é celebrar obras que perduram no tempo. «Este prémio deve ser para livros que serão lidos nas próximas década». Sothard comparou o fôlego literário e a profundidade psicológica de Bring Up the Bodies com a obra de Francis Ford Coppola, O Padrinho.
Bring Up the Bodies situa a acção nos nove meses em 1535 que antecedem execução de Ana Bolena, segunda mulher de Henrique VIII. E a autora está já a escrever o último volume da trilogia sobre o chanceler que conduziu no reinado de Henrique VIII os destinos de Inglaterra e cuja influência mudou para sempre os destinos de Inglaterra e levou à cisão com a Igreja de Roma. O último volume deverá chamar-se The Mirror and the Light.
A BBC comprou os direitos das duas obras para uma mini-série de seis horas prevista para 2013.
Wolf Hall foi editado em Portugal pela Civilização e os direitos de Bring up the Bodies já foram adquiridos pela mesma editora que conta publicar o romance brevemente.
Fonte: Jornal Sol
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