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sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Viajando com... A Caixa de Fósforos de Nicholson Baker


Neste livro a rubrica Viajando com... não tem muito para explorar. Mesmo assim não quis deixar de vos dar a conhecer o pouco que consegui apurar sobre a localidade onde habita o protagonista e a sua família.








EUA

Continente: América do Norte
Capital: Washington
Língua: Inglês
Área: 9 371 175 km²
População: 308 745 538 (dados de 2010)
Moeda: Dólar

Locais mencionados: Oldfield

Oldfield - apesar de existirem mais do que uma localidade com este nome nos EUA, penso que esta seja a situada no estado do Maine. Não consegui apurar nem a àrea nem a população, e quanto a fotos nada que me desse a garantia de ser o local pretendido. Por isso resolvi colocar informação sobre o estado Maine e não sobre a localidade. Localizado no extremo nordeste dos EUA, conta com uma população de 1,329,192 habitantes (2012) para uma área de 91 633,101 km².

Eis algumas fotos:

Camden
Portland








Surry

Bar Harbor


terça-feira, 30 de julho de 2013

Conexão - A Caixa de Fósforos de Nicholson Baker - The Men Who Don't Fit In de Robert Service

A conexão deste livro que acabei de ler vai para um outro género literário, pouco mencionado neste blogue mas que. mesmo sem ser grande conhecedora, aprecio... a poesia.

Robert Service foi um poeta inglês (1874-1958). É mencionado várias vezes neste livro pelo protagonista, que escolheu este poema que vos deixo e de que gostei bastante....

The Men Who Don't Fit In by Robert Service

There's a race of men that don't fit in,
 A race that can't stay still;
So they break the hearts of kith and kin,
 And they roam the world at will.
They range the field and they rove the flood,
 And they climb the mountain's crest;
Theirs is the curse of the gypsy blood,
 And they don't know how to rest.
If they just went straight they might go far;
 They are strong and brave and true;
But they're always tired of the things that are,
 And they want the strange and new.
They say: "Could I find my proper groove,
 What a deep mark I would make!"
So they chop and change, and each fresh move
 Is only a fresh mistake.

And each forgets, as he strips and runs
 With a brilliant, fitful pace,
It's the steady, quiet, plodding ones
 Who win in the lifelong race.
And each forgets that his youth has fled,
 Forgets that his prime is past,
Till he stands one day, with a hope that's dead,
 In the glare of the truth at last.

He has failed, he has failed; he has missed his chance;
 He has just done things by half.
Life's been a jolly good joke on him,
 And now is the time to laugh.
Ha, ha!  He is one of the Legion Lost;
 He was never meant to win;
He's a rolling stone, and it's bred in the bone;
 He's a man who won't fit in.

Peço desculpa por estar em inglês mas não encontrei tradução, e apesar de o ter compreendido bem não me aventuro a traduzir poesia.

A conexão dos livros anteriores, que já devem calcular qual seja, não está esquecida, apenas terá de aguardar um pouco.

Opinião – A Caixa de Fósforos de Nicholson Baker

Nicholson Baker
Titulo: A Caixa de Fósforos
Autor: Nicholson Baker

Titulo Original: A Box of Matches
Ano de Publicação Original: 2003

Editora: Quetzal
Ano: 2005
Tradução: Sofia Ribeiro
Páginas: 185
ISBN: 9789725646441

Sinopse: Um homem levanta-se todos os dias cada vez mais cedo, veste-se às escuras, faz café e acende a lareira com uma caixa de fósforos. Depois esquadrinha os pensamentos que lhe povoam a cabeça e que o preocupam. Eis aqui um homem domesticado, de meia-idade, cujos pensamentos se desviam brilhantemente do amor e do casamento para acendalhas e suicídio num abrir e fechar de olhos.
É Baker no seu melhor, irónico e observador, revelando as verdades subjacentes ao efémero da vida, ao prazer que se retira das pequenas coisas, à escuridão do outro lado da vida quotidiana - toda a vida humana numa caixa de fósforos.

Opinião: Este foi o livro errado para ler nesta altura, ou a altura errada para ler este livro, não sei :)

A verdade é que passar do primeiro livro de As Crónicas de Gelo e Fogo onde os acontecimentos se precipitam e nos surpreendem a todo o instante para este relato intimista da vida de um homem de meia idade, sui generis é certo, mas onde nada acontece, foi uma péssima ideia da minha parte. Foi como sair de uma auto-estrada para uma pacata estrada de aldeia, onde por mais que reduzamos a velocidade, não conseguimos acompanhar o ritmo. E para agravar a situação todos os neurónios do meu cérebro pediam, imploravam mesmo, por mais Crónicas de Gelo e Fogo.

Por isso e apesar deste livro pouco me ter conseguido transmitir, não quero rebaixai-lo à categoria de livros a ignorar.Tenho plena consciência que embora esteja longe de ser uma obra prima, se o tivesse lido noutro estado de espírito poderia tê-lo apreciado.

O autor é de facto um excelente observador (por vezes até demais) e consegue transformar o quotidiano de Emmett e do seu pequeno núcleo familiar (mulher, 2 filhos, 1 gato e 1 pata) num pequeno livro cheio de ironia e bem estruturado. Mas Emmett não me arrebatou, não conseguiu criar empatia, é uma criatura bizarra que passa rapidamente de um delírio suicida a uma divagação supostamente profunda sobre banalidades como desentupidores de canos.

Não consigo recomendá-lo, mas como é um livro pequeno podem sempre lê-lo por vossa conta e risco :)

Deixo-vos no entanto 2 excertos:

"Todas as manhãs o café obriga-me a assoar o nariz, e depois atiro o lenço de papel para o fogo, e desaparece. O fogo é como um cão bem disposto que fica à espera ao pé da mesa enquanto lhe damos bocadinhos de vida." (pág. 34)

"Durante alguns anos, confiei em pensamentos suicidas que me ajudassem a adormecer. Durante o dia, não sou uma pessoa particularmente mórbida, mas à noite fico deitado na cama a imaginar que estava a enfiar uma agulha de tricô no ouvido, ou a mergulhar de uma prancha para um buraco negro com uma dúzia de estalactites pontiagudas e escorregadias no fundo." (pág.26)



domingo, 4 de novembro de 2012

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Nicholson Baker

Titulo: A Caixa de Fósforos
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