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sábado, 19 de julho de 2014

Aconteceu a... 18 de Julho














Jane Austen

Jane Austen, nasceu a 16 de Dezembro de 1775 em Steventon, Hampshire, Inglaterra e morreu aos 41 anos a 18 de Julho de 1817 em Winchester, Inglaterra, vitima de Doença de Addison.

Foi a sétima dos oito filhos do reverendo George Austen, e de sua esposa Cassandra Leigh.

Entre 1795 e 1799 redigiu as primeiras versões dos seus romances Sense and Sensibility, Pride and Prejudice e Northanger Abbey com os nomes Elinor and Marianne, First Impressions e Susan.  Em 1797, seu pai quis publicar Orgulho e Preconceito, mas o editor recusou. Só em 1811 veria o seu primeiro livro publicado (Sense and Sensibility) e mesmo assim de forma anónima.

Apesar de muita especulação, não há provas de que Jane tenha tido algum relacionamento amoroso, para além de um breve amor juvenil com Thomas Lefroy.

Encontra-se enterrada na Catedral de Winchester.



A vencedora deste desafio foi a daniela que acertou logo à 1ª pista e consegue assim 7 pontos.

Vencedores
Desafios
Total
Ana Catarina Salvado
01/07(5)
07/07(5)
10
Silvana
04/07(5)

5
daniela
10/07(4)
18/07(7)
11
Bela
14/07(4)

4


sábado, 1 de março de 2014

Novidades Presença

Qais Akbar Omar
O Jardim das Torres Invisíveis
Qais Akbar Omar
Coleção: Grandes Narrativas
Data 1ª Edição: 18/02/2014
Nº de Páginas: 448
Sinopse: Quando Qais Akbar Omar tinha sete anos, Cabul era uma cidade repleta de jardins onde ele e os primos lançavam papagaios de papel e todas as noites a família se reunia ao jantar em volta de uma toalha estendida sobre o relvado da casa do seu avô. Mas um dia a guerra civil eclodiu. A família de Qais deixou para trás tudo o que tinha e iniciou uma perigosa fuga na tentativa de abandonar o Afeganistão. Para Qais, aquilo que parecia impensável tornou-se a realidade do quotidiano: fome, frio, sofrimento, medo, prisão, tortura...




Jane Austen
Orgulho e Preconceito
Jane Austen
Coleção: Grandes Narrativas
Coleção: Grandes Narrativas
Data 1ª Edição: 18/02/2014
Nº de Páginas: 400
Sinopse: Orgulho e Preconceito é o romance mais conhecido de Jane Austen. Embora o universo que retrata seja circunscrito - a sociedade inglesa rural da época -, graças ao génio de Austen o seu apelo mantém-se intacto. É uma história de amor poderosa, entre Elizabeth Bennet, a filha de espírito vivo e independente de um pequeno proprietário rural, e Mr. Darcy, um aristocrata altivo da mais antiga linhagem. Mas é também uma deliciosa comédia social, à qual estão subjacentes temáticas mais profundas. A sua atmosfera é iluminada por uma jovialidade contagiante, por uma variedade de personagens e vozes que tornam o enredo vibrante e constantemente agitado pelo elemento surpresa, pela genialidade da inteligência e da ironia de Austen.
Solomon Northup
12 Anos Escravo
Solomon Northup
Coleção: Marcador Literatura
Data 1ª Edição: 18/02/2014
Nº de Páginas: 264
inopse: Nova Iorque, 1841. Solomon Northup, um negro livre, vive com a mulher e os filhos. Leva uma existência pacífica, entre os dotes de carpinteiro e o talento para tocar rabeca. Ao aceitar o convite de dois homens para entrar numa digressão, vê a sua vida mudar para sempre. A glória e o lucro prometidos transformam-se num pesadelo quando, após uma noite de copos, acorda acorrentado. É comprado pelo dono de uma plantação na Luisiana e, a partir desse momento, torna-se um escravo. Decorrerão doze anos até ser finalmente libertado.
12 Anos Escravo foi escrito durante o seu primeiro ano de liberdade e conta a sua experiência de vida ao longo dos anos de cativeiro. Um relato extraordinário pela voz do próprio Solomon Northup.
Fiódor Dostoiévski
Os Irmãos Karamázov - Volume II (3ª e 4ª Partes)
Fiódor Dostoiévski
Coleção: Obras de Fiódor Dostoiévski
Data 1ª Edição: 03/12/2002
Nº de Páginas: 528
Sinopse: Este é o último grande romance de Dostoiévski, terminado pouco tempo antes da sua morte. Faz parte das suas obras maiores, escritas na última e mais produtiva parte da sua vida. Muitos consideram-na mesmo a obra-prima, mas é difícil atribuir-lhe este lugar entre os grandes romances do autor. De qualquer modo, Os Irmãos Karamazov é indiscutivelmente uma das mais lidas e admiradas criações literárias de todos os tempos, onde o escritor debate de forma sublime o problema do bem e do mal, além de temas como a dignidade humana e o livre-arbítrio. A contradição entre razão e emoção, subjacente a todo o enredo, reflecte já inteiramente a subjetividade do homem moderno.




Mais detalhes sobre estas e outras novidades aqui.


domingo, 5 de maio de 2013

Conexão - A Abadia de Northanger de Jane Austen - A Juventude de Jane de Julian Jarrold

Adiei a conexão do livro Crónica de uma Morte Anunciada por motivos que explicarei na altura em que publicar a referida conexão. Deixo-vos para já a conexão com A Abadia de Northanger de Jane Austen.



Titulo: A Juventude de Jane
Titulo Original: Becoming Jane
Ano: 2007
Realizador: Julian Jarrold
Elenco: Anne Hathaway, James McAvoy, Maggie Smith, Julie Walters,  James Cromwell, Joe Anderson

Jane Austen acredita no amor. Os seus pais pretendem que ela case por dinheiro e na Inglaterra de 1795 essa é a entrada, no mundo, para uma jovem mulher. Mas quando a rapariga de 20 anos conhece o jovem encantador irlandês, Tom Lefroy, a sua inteligência e arrogância despertam a curiosidade de Jane e o seu mundo vira-se de pernas para o ar. Poderá Jane dar-se ao luxo de rejeitar a oferta do sobrinho de Lady Gresham, opor-se à autoridade dos pais e desafiar as convenções sociais?

Uma vez que A Abadia de Northanger, que eu tenha conhecimento apenas foi alvo de uma adaptação televisiva, a que não tive acesso, optei pelo filme A Juventude de Jane. Pelo que li as imprecisões biográficas são muitas, embora todas as criticas elogiem o retrato fiel da época. Para mim que pouco sabia da vida da autora foi importante ver este filme, mesmo que como tudo indica esteja muito romanceado. O certo é que imprecisões à parte gostei bastante mais da história de Jane do que da história de Catherine. E gostei imenso desta visão da  vida e personalidade da autora, que me fez compreender um pouco melhor a sua escrita e renovou a vontade de voltar a ler os seus livros..

Não sendo um filme espetacular ou inesquecível  é para mim um bom filme, com excelentes desempenhos de Anne Hathaway e James McAvoy, uma boa banda sonora, e bons detalhes históricos. Para quem não viu vale a pena ver principalmente se se interessar pela vida de Jane Austen.



Citação:


Cassandra Austen: You'll lose everything. Family, place. For what? A lifetime of drudgery on a pittance? A child every year and no means to lighten the load? How will you write, Jane?
Jane Austen: I do not know, but happiness is within my grasp and I cannot help myself.
Cassandra Austen: There is no sense in this.
Jane Austen: If you could have your Robert back, even like this, would you do it?

Opinião – A Abadia de Northanger de Jane Austen

Jane Austen

Titulo: A Abadia de Northanger
Autor: Jane Austen

Titulo Original: Northanger Abbey
Ano de Publicação Original: 1818

Editora: book.it
Ano: 2011
Tradução: Mafalda Dias
Páginas: 254
ISBN: 9789898362582

Sinopse: “Quem tivesse visto Catherine Morland em criança nunca poderia supor que nascera para heroína.” Até receber o convite da família Allen para passar uns dias no balneário de Bath, em Inglaterra, a jovem Catherine sentia-se amaldiçoada pela sorte. Todavia, nas termas descobre um mundo até então desconhecido e deixa-se seduzir pelos longos passeios, pelas compras, pelo teatro e pelos bailes bem frequentados. Completamente rendida à vida mundana, Catherine faz-se amiga da bela Isabella Thorpe e perde-se de amores por dois dos mais distintos jovens da cidade: o simpático John Thorpe e o espirituoso Henry Tilney. Mas é na visita à Abadia de Northanger, propriedade ancestral dos Tilney, que a nossa heroína, fascinada pelos romances góticos, vai viver a sua maior aventura. Mergulhada no espírito sinistro da majestosa mansão e completamente toldada por visões romanescas, Catherine imagina crimes, mistérios e conspirações. Serão as suas fantasias verdadeiras?

Opinião: A minha relação com Jane Austen, pelo menos até agora, era no mínimo peculiar. Isto porque apesar de ter visto várias adaptações cinematográficas e televisivas das suas obras e ter gostado bastante de algumas, nunca tinha lido nada da autora. E mais peculiar ainda se considerarmos que tenho nas minhas prateleiras os seus seis romances, apesar de que este foi o único que comprei. Os restantes foram herdados, trocados, etc...

Sem que vos possa dar uma explicação lógica para tal, o facto é que apenas agora me apeteceu ler um dos seus livros. Assim, devido a nunca ter visto uma adaptação deste A Abadia de Northanger, e como tal não conhecer a história, foi o escolhido. Desconhecia quando comecei a leitura que apesar de ser um livro publicado postumamente, na realidade foi o primeiro que Jane Austen escreveu,  entre 1798 e 1799 e inicialmente intitulado Susan.

Começo por vos falar da história em si, já que a sinopse, apesar de ser a transcrição da contracapa da edição que possuo, possui algumas falhas ao ponto de me fazer pensar se quem  a escreveu terá lido o mesmo livro que eu. A verdade é que apesar dos acontecimentos serem mais ou menos os descritos, nunca achei que Catherine se sentisse amaldiçoada pela sorte e muito menos rendida à vida mundana. Pior do que isto é que em parte alguma do livro Catherine se perde de amores por John Thorpe, que de simpático tem muito pouco.

Tendo em conta as incongruências da sinopse e juntando-lhe vários erros e tradução e gralhas de revisão, esta é uma edição fraquita. Sei que as edições book.it são edições a preços simpáticos, mas isso por si só não justifica as falhas, e faz-me pensar se as restantes que ainda tenho por ler não estarão nas mesmas condições.

Voltando à história do livro, não conseguiu de todo entusiasmar-me ou mesmo envolver-me. Catherine, a heroína como lhe chama Austen, não passa de uma adolescente tonta mesmo para a época, integra é certo, mas definitivamente demasiado tonta. A história de amor é demasiado simples, morna, sem percalços nem emoção. As personagens são lineares, pouco aprofundadas, sendo a única excepção Isabella Thorpe, que consegue aproximar-se de uma verdadeira vilã. O final é previsível e demasiado apressado.

Gostei no entanto do uso de alguma ironia na escrita da autora, que se nota principalmente no primeiro capitulo na breve descrição da infância de Catherine, e da existência de algum debate sobre os géneros literários da época, o romance no geral e o romance gótico em particular. Mas isso por si só não me bastou para considerar este um bom livro. É possível que tenha sido uma má escolha para me iniciar na leitura de Jane Austen, talvez devido à sua relativa imaturidade quando o escreveu (23 anos) mas o certo é que não me deixou grande entusiasmo para ler os restantes.

Gosto de deixar excertos dos livros que leio, pelo que para este escolhi a passagem em que Henry tenta impressionar a imaginação demasiado fértil de Catherine:

"Não temos de apalpar o caminho até uma sala alumiada apenas pelo clarão mortiço das cinzas, nem somos obrigados a dormir no chão em quartos sem janelas, sem portas, ou sem mobília. Mas deve saber que quando uma rapariga vai viver pela primeira vez num edifício desses (seja por que motivo for), fica sempre longe do resto da família. Enquanto eles vão para uma das extremidades da casa, ela sobe com Dorothy, a velha governanta, uma escada diferente, através de muitos compartimentos escuros, e por fim entra num quarto que já não serve desde a morte de alguma prima ou de outro parente que morreu há vinte anos. É capaz de suportar isto? Não ficará cheia de pavor quando se vir assim num quarto sombrio, iluminado apenas pelos raios mortiços duma luz frouxa, com as paredes cobertas de tapeçarias com desenhos de figuras em tamanho natural, e a cama, de damasco verde-escuro ou de veludo vermelho, mesmo de aparência fúnebre? Tem a certeza de que não terá medo?" (pág.157)

Resumindo não achei que fosse um livro mau mas também consegui considerá-lo uma boa leitura nem recomendá-lo. Lê-se facilmente mas é uma história que com a mesma facilidade cairá no meu esquecimento.


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