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quarta-feira, 4 de junho de 2014

Viajando com... A Chama ao Vento de Carla M. Soares


Com tanta coisa para fazer, as rubricas de opinião e derivadas estão um pouco atrasadas, mas quero mesmo pôr esta secção em dia o mais breve possível  pelo que vou começar pela rubrica em falta para o livro A Chama ao Vento de Carla M. Soares.

No caso deste livro grande parte da história é passada num único local, pelo que resolvi incluir mais algumas localidades que mesmo não sendo palco de ações muito extensas têm a sua importância na narrativa.





Portugal






Continente: Europa
Capital: Lisboa
Língua: Português
Área: 92 090 km²
População: 10 562 178 (dados de 2011)
Moeda: Euro




Lisboa - É a capital, bem como a maior cidade de Portugal, com cerca de 547 633 de habitantes (2011) para uma área de 84,97 km².


Vários locais atuais e históricos de Lisboa são mencionados ao longo deste romance de forma que o difícil foi escolher. Por isso optei por deixar-vos fotos das pastelarias/cafés/restaurantes mencionados no livro, locais históricos com muita importância na narrativa.

Café Martinho, 1909

Pastelaria Suiça, 1940.











A Brasileira, 1960
Café Nicola














Estoril - Freguesia do concelho de Cascais até 2013, ano em que foi agregada à freguesia de Cascais para formar uma nova freguesia denominada União das Freguesias de Cascais e Estoril. Tem cerca de 26397 de habitantes (2011) para uma área de 8,79 km².

Fica uma foto do Estoril da época e do Hotel Palácio, local importante no livro.













Vila Real de Santo António -  Cidade do Distrito de Faro, região do Algarve. O município tem cerca de 19156 de habitantes (2011) para uma área de 61,25 km².

A cidade em si não é mencionada no livro, mas uma parte importante da história é passada numa localidade do Algarve da qual apenas sabemos ficar perto de Vila Real de Santo António.

Ficam fotos de locais nessa zona que na minha imaginação se assemelham ao descrito.










Vila de Prado - Freguesia do concelho de Vila Verde, distrito de Braga. Tem cerca de 4472 habitantes (2011) para uma área de 5,60 km².

Sendo terra natal de Carmo e João é bastante mencionada no livro e palco de pequenas partes da história. Ficam fotos de 2 locais da vila.












Holanda





Continente: Europa
Capital: Amesterdão
Língua: holandês
Área: 41 528 km²
População: 18 105 285 (dados de 2013)
Moeda: Euro





Haia - É a terceira maior cidade da Holanda depois de Amesterdão e Roterdão. Tem cerca de 496 745 de habitantes (2010) para uma área de 82,43 km².

Não sendo exatamente palco de qualquer parte da narrativa, é no entanto a terra natal de Dekel, faz parte das suas memórias e após alguma hesitação resolvi inclui-la nesta rubrica.












quarta-feira, 28 de maio de 2014

Conexão - A Chama ao Vento de Carla M. Soares - Candle In The Wind de Elton John






Apesar de A Chama ao Vento não ter para já adaptação cinematográfica, esta rubrica de conexão foi das mais fáceis de escolher. A ligação à musica que vos deixo era inevitável pois está presente em todo o livro por motivos que perceberão quando o lerem :)













A rubrica de conexão vai passar a incluir também um pequeno excerto do livro, uma parte que me tenha tocado em particular, ou que na minha opinião caracterize o obra ou a escrita do autor. Aquelas partes que nos ficam na memória muito após terminarmos a leitura. Assim para este A Chama ao Vento escolhi um discurso de Dekel dirigido ao João:


terça-feira, 27 de maio de 2014

Opinião – A Chama ao Vento de Carla M. Soares

Titulo: A Chama ao Vento
Autor:  Carla M. Soares

Titulo Original: n/a
Ano de Publicação Original: n/a

Editora: Coolbooks
Ano: 2014
Tradução: n/a
Número de páginas (estimadas): 430 (ebook)
ISBN: 978-989-766-004-7

Sinopse: Um corpo anónimo é lançado à água num misterioso voo noturno sobre o Atlântico…

Vivem-se os anos mais negros da Segunda Guerra Mundial, e a vida brilha com a força e a fragilidade de uma chama ao vento. Na Lisboa de espiões e fugitivos dos anos 40, João Lopes apresenta à sua amiga Carmo um estrangeiro mais velho, homem de segredos e intenções obscuras que depressa a seduz, atraindo os dois jovens para uma teia de mistérios e paixões de consequências imprevistas.
Anos volvidos, Francisco, jornalista, homem inquieto, pouco sabe de si próprio e menos ainda de Carmo, a avó silenciosa que o criou, chama apagada de outros tempos. É João Lopes quem promete trazer-lhe a sua história inesperada, história da família e dos passados perdidos nos tempos revoltos da Segunda Grande Guerra e da Revolução de Abril. Para João, é uma história há muito devida. Para Francisco, o derrubar dos muros que ergueu em torno da memória e da própria vida.
Um retrato íntimo de Portugal em três gerações, pela talentosa escritora de Alma Rebelde.

Opinião:  Já há algum tempo que não publicava um post de opinião no blogue, em parte pelo pouco tempo livre que tenho tido e ultimamente porque me lancei numa dupla nova experiência.

Tudo começou com a simpática oferta da nova editora Coolbooks de um exemplar de A Chama ao Vento em formato ebook para divulgação e opinião. E a aventura foi dupla porque com a leitura deste livro fiz duas coisas que não tenho por hábito fazer. A primeira foi ter conciliado durante algum tempo a leitura deste livro com a leitura do livro que já tinha iniciado e que em breve deixarei também a minha opinião. Não é uma experiência que tencione repetir mas neste caso sendo livros muito distintos até não foi complicado. A segunda nova experiência foi a leitura de um ebook, tecnologia a que tenho andado a resistir há algum tempo.

Sendo a primeira leitura de um ebook que faço, acho importante começar por vos falar um pouco da minha experiência pessoal, penso que pode ser importante para alguns resistentes que sei que ainda existem por aí.  Este livro foi lançado apenas no formato ewook o que na minha opinião é uma pena, pois é limitativo para alguns leitores, mas é uma opção da editora. Assim sendo no meu caso experimentei lê-lo nos 3 dispositivos possíveis: PC, Tablet e Smartphone. Começo por dizer que não tive qualquer dificuldade em abrir o ebook em qualquer um deles, necessitando de ligação à Internet apenas na primeira vez que abri o ebook. Quanto aos dispositivos recomendo sem sombra de duvida o tablet, é de longe o mais cómodo, tendo para mim apenas o senão de não gostar de andar com ele para todo o lado. No PC a leitura é fácil mas é pouco cómodo ler um livro sentada à secretária e no smartphone achei que devido ao pequeno visor que nos permite ler apenas 5 ou 6 linhas de cada vez torna-se cansativo.

Quanto à tecnologia em si, a pergunta que se coloca é: o ebook substitui o livro em papel? Na minha modesta opinião... não. Gosto muito dos meus livros em papel, são muitos anos a folhear e este é um hábito que não pretendo perder. Mas os ebooks podem ser uma boa opção para ir alternando, têm algumas vantagens que no meu caso são significativas:  a questão do espaço que começa a rarear cá por casa e algumas funcionalidades que podem ser bastante úteis. Permitem escolher escolher a fonte e o tamanho da letra, colocar diversos marcadores (sem ter de andar com post-its), fazer anotações (sem ficar com o livro todo rabiscado), pesquisar por palavras ou frases e aceder de imediato ao dicionário para consultar qualquer palavra que nos esteja a escapar (sei de meia dúzia de autores em que esta funcionalidade pode ser de extrema utilidade :)

Dito isto o post já vai longo e ainda não falei do livro, o que é imperdoável :)

Não conhecia a escrita de Carla M. Soares, escolhi este livro de entre os primeiros lançamentos da Coolbooks apenas porque foi a sinopse que mais me agradou. Assim parti para sua leitura sem opinião pré-formada e sem expectativas de maior. São estas as melhores leituras quando não esperamos nada e nos surpreendem pela positiva como foi o caso.

O livro conta-nos a história de 3 gerações de personagens, situadas em dois pontos fulcrais da História de Portugal  (a 2ª Guerra Mundial e o pré 25 de Abril de 1974) e no presente. Através de inúmeros flashbacks na história da personagem inicial ficamos a conhecer a história dos seus pais e avós, os seus amores, desencontros e frustrações, todas elas histórias bastante comuns, mas nem por isso menos interessantes e até envoltas em algum mistério. E através destas 3 gerações conhecemos a História e o ambiente que se vivia naqueles períodos neste nosso pequeno país.

A escrita da autora é cuidada mas acessível, e sendo grande parte do livro composta por uma história de amor consegue não ser "lamechas" o que para mim é muito importante.

Penso que talvez devido a não termos tido uma participação ativa na 2ª Guerra, não li muitos livros passados em Portugal nessa época pelo que este foi para mim uma perspectiva muito interessante. A autora é brilhante na forma como nos situa nesses períodos históricos sem parecer que estamos a ler um compêndio de História e na forma como nos vai revelando o desenrolar do passado de Francisco aos poucos mantendo sempre o suspense.

São no entanto, na minha opinião, as personagens a grande mais valia deste livro. Muito bem construídas, desenvolvidas, credíveis, quase palpáveis.... nestes dias que levei a ler o livro, o Francisco, a Carmo, o João e até mesmo o misterioso Dekel fizeram parte do meu grupo de "íntimos" de tão bem que os fiquei a conhecer.

Como pequeno senão tenho apenas a apontar algumas gralhas que escaparam à revisão e o uso abusivo de itálicos e negritos que nalgumas situações me pareceram despropositadas. Não são no entanto suficientemente graves para baixar a classificação de um livro que incluo já nas melhores leituras de 2014 e recomendo sem hesitações.


terça-feira, 20 de maio de 2014

Aquisições - Semanas 18, 19 e 20 (cont.)

A Dádiva 
Toni Morrison 
Sinopse: Da autoria da primeira mulher negra a ser distinguida com o Prémio Nobel da Literatura (1993), A Dádiva é um romance extraordinário que se passa na América do Norte de finais do século XVII. Profundas divisões sociais e religiosas, opressões e preconceitos exacerbados propiciam o cenário ideal para a implantação da escravatura e do ódio racial. Jacob Vaark é um comerciante anglo-holandês que apesar de se manter à parte do negócio dos escravos, que então dá os primeiros passos, acaba por aceitar uma menina negra, Florens, como pagamento de uma dívida de um fazendeiro de Maryland. Nesta parábola do nascimento traumático dos Estados Unidos, Morrison revela-nos o que se esconde sob a superfície de qualquer tipo de sujeição, incluindo a da paixão, e o quanto essa falta de liberdade é nociva para a alma.


A Fenda 
Doris Lessing 
Sinopse: Imagine uma comunidade pré-histórica exclusivamente constituída por mulheres, que não conhecem homens nem deles têm necessidade, e que funciona de forma quase idílica. Imagine agora tudo o que poderá implicar para esta tribo o nascimento de uma criatura estranha: um bebé do sexo masculino. Esta é a premissa de que Doris Lessing parte para reflectir sobre um dos temas que mais a inspiraram ao longo da sua carreira: as relações entre ambos os sexos e como afectam toda a nossa vida. Com este livro, porém, Doris Lessing vai ainda mais longe, ao fazer também um retrato de uma beleza desconcertante da natureza simultaneamente transitória e imutável dos seres humanos, com os sentimentos de ambição, vulnerabilidade e incompletude que a caracterizam.



A Passagem - Volume I 
Justin Cronin 
Sinopse: A Passagem é o primeiro livro de uma grandiosa epopeia pós-apocalíptica. Uma experiência científica a que o exército dos Estados Unidos submete vários homens e uma menina, para os tornar invencíveis, resulta numa catástrofe cujos efeitos têm consequências inimagináveis. Os homens submetidos àquela experiência tornam-se detentores de extraordinários poderes, mas são monstros assassinos sedentos de sangue. Neste primeiro volume do livro acompanhamos a sangrenta destruição que se segue à invasão dos mutantes, bem como a penosa reorganização dos sobreviventes em pequenas comunidades precárias, onde a gestão dos escassos recursos é uma prioridade. Neste cenário de devastação instala-se uma dinâmica que vai modificando as personagens e as relações que se estabelecem entre elas.


A Passagem - Volume II 
Justin Cronin 
Sinopse: Neste segundo volume a humanidade vive uma era de trevas em que a sobrevivência dita as leis, não só em função dos ataques dos mutantes virais, mas em relação a quase tudo. Passaram entretanto noventa anos sobre a catástrofe e a Vagante, como muitos lhe chamam, regressa de uma longa e solitária jornada de décadas. Como numa viagem iniciática, durante essa obscura deriva ganhou forma dentro dela o terrível conhecimento de que ela é a Única que tem o poder de salvar o mundo destruído por aquele pesadelo.







A Chama ao Vento 
Carla M. Soares 
Sinopse: Um corpo anónimo é lançado à água num misterioso voo noturno sobre o Atlântico…
Vivem-se os anos mais negros da Segunda Guerra Mundial, e a vida brilha com a força e a fragilidade de uma chama ao vento. Na Lisboa de espiões e fugitivos dos anos 40, João Lopes apresenta à sua amiga Carmo um estrangeiro mais velho, homem de segredos e intenções obscuras que depressa a seduz, atraindo os dois jovens para uma teia de mistérios e paixões de consequências imprevistas.
Anos volvidos, Francisco, jornalista, homem inquieto, pouco sabe de si próprio e menos ainda de Carmo, a avó silenciosa que o criou, chama apagada de outros tempos. É João Lopes quem promete trazer-lhe a sua história inesperada, história da família e dos passados perdidos nos tempos revoltos da Segunda Grande Guerra e da Revolução de Abril. Para João, é uma história há muito devida. Para Francisco, o derrubar dos muros que ergueu em torno da memória e da própria vida.
Um retrato íntimo de Portugal em três gerações, pela talentosa escritora de Alma Rebelde.

A Viagem do Elefante 
José Saramago 
Sinopse: Em meados do século XVI o rei D. João III oferece a seu primo, o arquiduque Maximiliano da Áustria, genro do imperador Carlos V, um elefante indiano que há dois anos se encontra em Belém, vindo da Índia.
Do facto histórico que foi essa oferta não abundam os testemunhos. Mas há alguns. Com base nesses escassos elementos, e sobretudo com uma poderosa imaginação de ficcionista que já nos deu obras-primas como Memorial do Convento ou O Ano da Morte de Ricardo Reis, José Saramago coloca agora nas mãos dos leitores esta obra excepcional que é A Viagem do Elefante.
Neste livro, escrito em condições de saúde muito precárias não sabemos o que mais admirar - o estilo pessoal do autor exercido ao nível das suas melhores obras; uma combinação de personagens reais e inventadas que nos faz viver simultaneamente na realidade e na ficção; um olhar sobre a humanidade em que a ironia e o sarcasmo, marcas da lucidez implacável do autor, se combinam com a compaixão solidária com que o autor observa as fraquezas humanas.
Escrita dez anos após a atribuição do Prémio Nobel, A Viagem do Elefante mostra-nos um Saramago em todo o seu esplendor literário.
Eles 
Joyce Carol Oates 
Sinopse: Loretta Wendall, sua filha Maureen e seu filho Jules são «eles» - três personagens unidas por ódio corrosivo e amor mudo. «Eles» são também as forças que os privam violentamente da felicidade - ignorância, intolerância, o isolamento resultante de ser uma parte e, no entanto, viver à parte; as diferenças entre rico e pobre, entre branco e negro, entre o amante e o ente amado. Através de uma complexa extensão de espaço e tempo - Detroit e os seus arredores entre 1937 e 1967- os três Wendalls vivem o seu dia-a-dia no meio de ominosa história, tentando por quase todos os meios enfrentar os «eles» que não podem compreender, cada qual procurando desesperadamente acalmar uma inquietação com uma liberdade de abandono, para encontrar a sua própria identidade, definir o seu eu único, invulnerável. Desde a Depressão dos anos trinta à violência dos anos sessenta, J. C. Oates penetra no ponto de vista de cada personagem a fim de pôr em evidência o impacte de acontecimentos nela, a subtil afinidade de uma com outra, as emoções e sentimentos íntimos que incitam cada uma delas ao seu próprio sonho e acção. ELES é um romance extraordinário, um trabalho que veio mais uma vez revelar, a notável e compassiva penetração de espírito da autora, a sua perícia de narradora fiel e a sua elevada capacidade artística. 


domingo, 11 de maio de 2014

Divulgação - Coolbooks

Título: A chama ao vento
Autora: Carla M. Soares
Formato: e-wook
PVP: 8,99 €

Um retrato íntimo de Portugal em três gerações, pela talentosa escritora de Alma Rebelde 

Um corpo anónimo é lançado à água num misterioso voo noturno sobre
o Atlântico…
Vivem-se os anos mais negros da Segunda Guerra Mundial, e a vida
brilha com a força e a fragilidade de uma chama ao vento. Na Lisboa de espiões e fugitivos dos anos 40, João Lopes apresenta à sua amiga
Carmo um estrangeiro mais velho, homem de segredos e intenções
obscuras que depressa a seduz, atraindo os dois jovens para uma teia
de mistérios e paixões de consequências imprevistas.
Anos volvidos, Francisco, jornalista, homem inquieto, pouco sabe de si próprio e menos ainda de Carmo, a avó silenciosa que o criou, chama apagada de outros tempos. É João Lopes quem promete trazer-lhe a sua história inesperada, história da família e dos passados perdidos nos tempos revoltos da Segunda Grande Guerra e da Revolução de Abril. Para João, é uma história há muito devida. Para Francisco, o derrubar dos muros que ergueu em torno da memória e da própria vida.

A AUTORA

Carla M. Soares nasceu em 1971, em Moçâmedes, no Namibe. De lá, trouxe escassas memórias e a viagem no corpo. Formou-se em Línguas e Literatura em Lisboa, tornou-se professora, mestrou em Literatura Gótica e Film Studies e estudou História da Arte num doutoramento incompleto. Filha, mãe, mulher, amiga, leitora e escritora compulsiva, viaja pelas letras desde sempre.
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