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sexta-feira, 22 de novembro de 2013

National Book Award - James McBride

A atribuição do National Book Award ao romance The Good Lord Bird, de James McBride, surpreendeu todos, incluindo o autor, que confessou que lhe parecia tão improvável ganhar que não se dera ao trabalho de alinhavar um discurso.

A cerimónia de entrega deste prémio promovido pelos livreiros americanos decorreu esta quarta-feira em Nova Iorque, e quando McBride foi chamado ao palco, explicou que escrevera o livro no meio de uma série de tragédias pessoais, das mortes da sua mãe e de uma sobrinha ao fim do seu casamento.

O autor acrescentou que escrever o romance o ajudara, porque “era bom ter ali alguém em cujo mundo pudesse mergulhar”. Narrado por um escravo em fuga, The Good Lord Bird conta a história de John Brown, um americano branco que se tornou um pioneiro da luta contra a escravatura na primeira metade do século XIX.

Filho de um reverendo negro e de uma judia convertida ao cristianismo, McBride, que é também saxofonista e compositor, tornou-se conhecido como escritor em 1996, quando publicou The Color of Water, um relato da sua infância e adolescência.

Entre os quatro finalistas que perderam para McBride contava-se Thomas Pynchon, com Bleeding Edge. Célebre pela sua relutância em aparecer publicamente, Pynchon não compareceu à sessão, que, como habitualmente, decorreu num restaurante nova-iorquino escolhido pelo júri.

Os outros candidatos – Rachel Kushner, Jhumpa Lahiri e George Saunders –, não sendo tão famosos como Pynchon, tinham  todos visto os seus livros receber boas críticas de imprensa.

Na categoria de não-ficção, o National Book Award foi para The Unwinding: An Inner History of the New Americ, de George Packer, uma obra que, segundo o júri, relata “o declínio económico que atravessa grandes cidades e pequenas povoações, lançando um olhar incisivo aos bancos e a Wall Street”.

Nas restantes categorias – poesia e literatura para crianças – os vencedores foram, respectivamente, Incarnadine, de Mary Szybist, e The Thing About Luck, de Cynthia Kadohata.

Os vencedores receberam todos 10 mil dólares (cerca de 7400 euros) e uma estatueta de bronze.

A noite terminou com a entrega de dois prémios de carreira. O Literarian Award for Outstanding Service to the American Literary Community foi atribuído à escritora Maya Angelou, apresentada pela romancista Toni Morrison, e a Medal for Distinguished Contribution to American Letters coube ao ficcionista E. L. Doctorow.

Fonte:Jornal Público

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

National Book Award - Louise Erdrich


Mais um prémio que costumo seguir e no entanto não dei o devido destaque aqui no blogue na altura da atribuição a 15 de Novembro. Assim apesar de atrasado aqui fica o destaque para esta autora que apesar de ter algumas obras traduzidas em Portugal, devo confessar que nunca li...


The Round House, um romance sobre a demanda de um filho que tenta vingar a violação da mãe, uma nativa americana da tribo Ojibwe, venceu quarta-feira à noite o National Book Award de ficção. A autora, Louise Erdrich, recebeu este prémio literário dedicado a escritores norte-americanos pela primeira vez.

The Round House é o segundo tomo de uma trilogia de Erdrich, de 58 anos, uma autora conceituada e com uma carreira de mais de três décadas e que quarta-feira à noite agradeceu, feliz, como notava a Associated Press, a distinção em parte na língua da tribo Ojibwe (de que é em parte descendente), dedicando o prémio "à graciosidade e resistência dos povos nativos". "Este é um livro sobre um enorme caso de injustiça em curso nas reservas [índias]. Obrigada por lhe darem um público mais alargado", disse ainda, citada pelo New York Times

Louise Erdrich é autora de obras como Filtro de amor, A rainha da beterraba ou Pegadas, todas editadas em Portugal pela D. Quixote, mas também de Vida de sombras, editado este ano pela Clube de Autores. Competia, entre outros, na shortlist do National Book Award de ficção, com Junot Díaz (This Is How You Lose Her) ou Dave Eggers (A Hologram for the King)

O National Book Award, este ano na sua 63.ª edição, premeia apenas obras da autoria de cidadãos norte-americanos e os seus vencedores recebem 10 mil dólares (cerca de 7800 euros) e uma estatueta de bronze. A competição de 2012 incluía muitos veteranos e muitos nomes menos conhecidos do grande público.

O prémio distingue ainda obras nas categorias de não-ficção, literatura juvenil e poesia. O vencedores em 2012 foram, respectivamente, Katherine Boo com Behind the Beautiful Forevers, a história dos respigadores nos bairros de lata junto aos mais luxuosos hotéis de Bombaim, William Alexander pelo livro Goblin Secrets e Bewilderment, poemas de David Perry.

Fonte: Jornal Público
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